O que é Bitcoin

Bitcoin é uma moeda 100% digital. Seu nome é a junção de bit - a unidade de informação dos computadores - e coin, que é moeda em inglês. Ela foi criada em 2008, e publicada na internet por um indivíduo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto.

Atualizado em
5/2/2020
Por
Redação Coinext

Por ser uma moeda digital, o Bitcoin funciona de uma forma muito diferente das moedas tradicionais, como o Real ou o Dólar: não tem um Banco Central e não é administrada por ninguém, nem mesmo o misterioso Satoshi.

Em vez disso, graças à tecnologia blockchain, o Bitcoin é mantido por uma rede mundial de computadores interligados (chamados de nós), que são remunerados em bitcoins por isso. Essa recompensa é ajustada de forma a sempre manter a rede interessante para essas pessoas, e assim o Bitcoin nunca para. São os chamados mineradores de Bitcoin.

Como veremos à frente, é esse mecanismo descentralizado que garante a segurança das transações e torna o Bitcoin tão inovador.

Origem do termo Bitcoin

Bitcoin é uma moeda 100% digital. Seu nome é a junção de bit - a unidade de informação dos computadores - e coin, que é moeda em inglês. Ela foi criada em 2008, e publicada na internet por um indivíduo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Mas ninguém sabe realmente quem ou quantas pessoas de fato criaram o Bitcoin. Não foi por falta de tentar: vários detetives, policiais e repórteres investigativos cruzaram o mundo à procura do criador da moeda, sem encontrar sequer um rastro.

Bitcoin como moeda: problema do gasto duplo

Um dos aspectos mais importantes de qualquer moeda é garantir que ela não seja falsificável ou clonada, o conhecido problema do gasto duplo. Na antiguidade, esse problema comprometeu as primeiras moedas, que podiam ser facilmente falsificadas. Naquela época, só havia uma solução: a centralização desse meio de pagamento em um terceiro de confiança. Foram assim que surgiram as primeiras casas de moeda, responsáveis por cunhá-las, quase sempre em nome de um rei, e seguindo um padrão específico de pesos e medidas para garantir que não seriam falsificadas.

O problema do gasto duplo foi tão difícil de ser superado que mesmo com os inúmeros avanços da computação ao longo do século XX, todos os meios de pagamento continuaram dependendo da centralização para funcionar: as empresas de cartão de crédito processam os pagamentos feitos aos lojistas, os bancos validam as TEDs que fazemos; todas essas instituições reportam ao Banco Central do governo local, que se responsabiliza pela legitimidade dessas informações.

Graças à blockchain, o bitcoin resolveu de forma descentraliza o problema do gasto duplo.

Sugestão de leitura: Entendendo a blockchain

Obtenção de valor

Propriedades do bitcoin x ouro

Uma boa forma de entender o preço do bitcoin é compará-lo ao ouro. Mais especificamente às propriedades que ambos têm, ainda que um fisicamente e outro digitalmente.

Escassez

Assim como no tempo do padrão ouro, as unidades de bitcoin são criadas por meio da mineração, mas em um processo completamente digital: os mineradores são computadores que resolvem problemas matemáticos altamente complexos para manter as transações validadas e conectadas e, como recompensa, ganham uma quantia em bitcoins.

Na prática, isso significa que o bitcoin é escasso e sua emissão é controlada ao longo do tempo. Escassez é uma característica fundamental de qualquer moeda, caso contrário, ela perde valor. É o que acontece quando governos emitem mais dinheiro e geram inflação. É o motivo, por exemplo, de não usarmos areia como moeda. Afinal, é um material encontrado em abundância.

Resistência (ou imutabilidade)

O bitcoin, como o ouro, também é resistente. Não tratamos, claro, da resistência física, mas da sua capacidade de ser mantido seguro. Ou, melhor dizendo, sua imutabilidade. Exemplificando, não é possível “deletar” um bitcoin nem manipular a rede para que a quantidade existente diminua ou aumente segundo o desejo de alguém. Ele não é desgastado ao longo do tempo, não se decompõe e não se perde (a não ser que você perca seu endereço de carteira). Isso o torna perfeito como reserva de valor.

Utilidade

Utilidade também ter a ver com a tecnologia. A Blockchain permite o envio e recebimento de informações em curtíssimo espaço de tempo. Assim, sua utilidade tem a ver com a possibilidade de tornar informações confiáveis, seguras e rápidas.

Lastro x Adoção em rede

Pela lógica, você ainda pode questionar sobre o aspecto de resistência: “mas o dinheiro de papel não é resistente e mesmo assim é considerado um ativo de valor”. Aí é que entra um outro fator que torna o Bitcoin um ativo: a adoção em rede. Para explicar isso, vamos usar mais um exemplo do mundo “tangível”, o Dólar.

Quando criado, o Dólar era lastreado em ouro. Ou seja, quando você tinha uma nota de Dólar, o governo americano garantia que haveria uma quantidade de ouro equivalente. Inclusive, assim foi como surgiu a maioria das moedas. Acontece que, após a década de 70, o governo americano definiu que o dólar não mais seria lastreado em ouro. Como então a moeda manteria seu valor?

A manutenção do valor do dólar após a perda do lastro em ouro se explica pela adoção da moeda pela sociedade e pelos mercados. Sua consolidação como ativo não mais dependia do lastro, pois 1 dólar já era entendido, a partir do momento que a percepção do seu valor estava adotada, como 1 dólar.

Parece muito teórico, não é mesmo? O que precisa estar claro para você aqui é que o valor de algo está diretamente relacionado a convenções da sociedade.

Conclusão

O bitcoin, com suas características especiais próprias (como o ouro teve à sua época) resolve um problema antes não solucionado: confiança de transações sem passar por um ente centralizador. Em resumo, sua genuína escassez, utilidade, imutabilidade e adoção social, tornam o bitcoin um ativo valioso.

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